Faça o que eu digo,  mas não o que faço!

Faça o que eu digo, mas não o que faço!

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(por Denilson Cortes)

No momento em que o Brasil inteiro debate sobre a Reforma da Previdência, os deputados federais parecem alheios à necessidade de cortar gastos. Um levantamento feito pelo jornal Estadão apontou que a Câmara Federal mantém 80% do seu quadro de funcionários com indicações políticas. Ao todo, são 11.817 cargos comissionados, número que deve aumentar com contratações feitas pelos novos parlamentares. Na prática, boa parte desses servidores dá expediente nas bases eleitorais dos congressistas e, em alguns casos, funcionam como uma espécie de cabo eleitoral durante os quatro anos do mandato parlamentar.

A gastança na Câmara Federal ocorre porque cada deputado tem 111 mil por mês para pagar salários a até 25 funcionários do gabinete. No governo federal, a situação é diferente. São 633 mil funcionários ativos. Os indicados políticos, por sua vez, equivalem a menos de 2% desse total e eram 12 mil em julho de 2018, o dado mais atual disponível. Havia ainda 12 mil “funções comissionadas”, que, embora também sejam preenchidas por indicações políticas, só podem ser ocupadas por servidores concursados.