Modernidade Líquida para política e religião

Modernidade Líquida para política e religião

(por João Lemes) Quase tudo, desde a política às religiões, está destoado. Isso se embasa nas narrativas de Zygmunt Bauman e sua Modernidade Líquida. É a era do ter, parecer e não do ser. Cada dia temos que mostrar mais competência, força e poder ou alguém cruza na nossa frente e nos esmaga.
Hoje se vê a customização da política. Basta o candidato ter algo com o qual me identifique e está valendo. Já passo a amá-lo. A religião também é adaptada conforme nosso EU. O que nos serve, a gente destaca. A fé é ostentada como um troféu em faixas, adesivos, em tatuagens. Há uma necessidade de dizermos que temos fé. Assim, ela está por tudo, menos no coração.