Não será fácil eleger-se vereador

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(por Denilson Cortes)

Uma nova regra, que valerá para as eleições do ano que vem, prevê o fim das coligações nas proporcionais. Na prática, significa que os partidos poderão coligar para concorrer a prefeito mas, para vereador, é cada um por si. A medida evita que um partido transfira votos para candidatos de outras legendas que não obtiveram votação expressiva apenas por estarem coligados. No entanto, esta transferência de votos segue sendo permitida entre candidatos do mesmo partido, o que pode fazer com que lideranças partidárias invistam ainda mais nas campanhas dos famosos puxadores de votos.

O ideal, para que se consiga uma votação alta e eleja vários vereadores, é fazer uma lista de nomes muito bons para convencer o eleitor a votar no partido. Já as siglas menores precisarão atingir o quociente eleitoral (divide-se o número de votos válidos pelo número de vagas a vereador) ou não elegerão ninguém, mesmo que determinado vereador seja o mais votado da eleição. Alguns políticos, já temendo essa cláusula, aproveitarão a janela no início de 2020 para ingressar em partidos mais fortes. Os que insistirem em ficar nos nanicos, é quase certo que encerrarão a carreira.