Prefeito Tiago e os números: 2017 e 2018 em 10 perguntas

Santiago – 1 – Após um ano, que nota o senhor daria à sua administração?
Não darei nota porque há muito sendo feito e temos outros tantos projetos em andamento. Estamos mobilizando a comunidade, economizando, fazendo investimentos, inclusive com valorização de servidores, a exemplo do pagamento do piso nacional integral aos professores. E vamos avançar para outro objetivo, que é a construção de moradias populares em parceria com a Caixa. Só do município, vamos investir mais de um milhão.

2 – Qual foi a decisão mais difícil em 2017?
Uma delas foi o encerramento das atividades da Aurora Lubnon, como escola de ensino fundamental. Era uma decisão que precisava ser tomada. Nos preocupava a escassez de alunos. Tinha menos de 28 pra uma estrutura que seria pra mais de 200, como já teve. Foram realocados em outras escolas. Agora temos uma boa expectativa de que a nova característica da escola, que será de educação infantil em tempo integral, tenha grande clientela. Já temos uma demanda inicial de 80 alunos de 0 a 3 anos, podendo aumentar.

3 – As prefeituras enfrentam falta de recursos e Santiago acaba de aprovar o novo Código Tributário. O que isso representará em acréscimo de receitas?
Houve uma recomposição na porcentagem da taxa de coleta de lixo, que estava defasada desde 1993. Isso irá ajudar o município a manter o recolhimento e a destinação final.

Pelo equilíbrio – Essa alteração era necessária pela disparidade entre o valor pago e o arrecadado e é algo que o Tribunal de Contas recomenda: manter o equilíbrio. Exemplo: em 2016, foi arrecadado pouco mais de 1 milhão e 168 mil, ao passo que o gasto foi acima de 3 milhões e 700 mil. Um déficit acima de 2 milhões e 560 mil. Estava inviável.

Salientamos: não teremos reajustes no IPTU. No Código Tributário também houve alterações, a pedido do Centro Empresarial, para adequar valores cobrados das “feiras itinerantes”.

4 – Qual a situação econômica da Prefeitura para 2018? Terá dinheiro pra fazer algum investimento?
Em comparação a realidade dos municípios, Santiago está muito bem. E temos diversos investimentos previstos. No que depender de recursos próprios, as obras irão acontecer. No que ainda depende de verba a ser liberada, estamos na luta, com projetos prontos. Cabe ressaltar que uma das prioridades, que é o pagamento em dia do funcionalismo, é mantida. Tanto pela dignidade e respeito ao servidor, quanto ao que isso reflete para a economia da cidade.

5 – E as obras que herdou do ex-prefeito Ruivo, como o aeroporto, Arena e projetos de asfaltamentos? Todos eles terão continuidade?
Os asfaltamentos estão acontecendo e o aeroporto terá prosseguimento, uma vez que os empresários consideram um investimento importante. Temos obras em desenvolvimento, à espera de liberação de verbas e, a seu tempo, serão finalizadas. A Arena, por exemplo, é uma obra feita com recursos próprios e requer adequações para seguir.

6 – A prefeitura faz asfaltos no centro e avenidas e alguns moradores reclamam que os bairros estão abandonados. Isso procede?
A maior parte dos investimentos está nos bairros. São calçamentos, asfaltos, iluminação pública etc. Exemplo: asfaltamentos na General Neto, Tito Beccon, Pinheiro Machado, Bento Gonçalves, nos bairros Gaspar Dutra, Vila Nova e outros, além de mais de 10 quadras de calçamentos em diversos bairros. As escolas do município estão todas nos bairros e muito se investe nelas. O mesmo com os ESFs, com os Cras. A Secretaria de Obras está diariamente atuando nos bairros, assim como ações de outras secretarias. Então, a Administração tem um olhar muito mais voltado aos bairros. Agora, é lógico que o centro da cidade, que é onde está a maior parte do comércio, também requer atenção.

Tiago Gorski.

7 – Sai prefeito e entra prefeito e as ruas centrais estão a cada dia menos arborizadas. O que fazer para mudar isso?
Santiago tem boa arborização e incentiva o plantio com a produção do hortoflorestal, que distribuiu mudas nativas. Vamos lançar um “manual” orientando sobre as espécies adequadas ao plantio urbano. O que acontece é que muitos plantaram sem orientação árvores que não são indicadas, que levantam calçadas, afetam a fiação. Por causa disso, há inúmeros pedidos de cortes, até em função do crescimento da cidade e a necessidade de alguma obra. E outra: nos últimos anos foram dezenas de árvores arrancadas por causa dos desastres naturais.

8 – Por que as calçadas das ruas não são cuidadas?
As calçadas são de responsabilidade dos proprietários dos imóveis. Mas o município cuida, sim, dos passeios públicos, mantém a limpeza, estimula a colocação de calçadas com piso tátil, padrão e possui um guia das calçadas com todas as orientações, além de fazer a devida fiscalização.

9 – A prefeitura está a cada dia enxugando mais os gastos, com o cancelamento do Carnaval e a festa de aniversário da cidade só sairá porque foi encampada por empresas parceiras. É esse o caminho dos demais eventos?
Procuramos ser criativos e não deixar a cidade parar pela diminuição de recursos, algo que atinge a maioria dos municípios. Santiago não para, tanto em obras, quanto em eventos. A cidade é de todos e as parcerias que estão surgindo abraçam a ideia do compromisso social.

Aniversário – A festa de aniversário iria acontecer, mas tivemos a sorte de haver interessados em ajudar, no caso: as lojas Becker, o Sicredi, a Ervateira São Gabriel e a viação Centro-Oeste.

Carnaval – Com relação ao Carnaval, não existe um cancelamento do evento em si, mas o município não investirá recursos públicos na festa. Abrimos chamada para empresas interessadas na terceirização do evento, como já acontece em Jaguari.

10 – Como o senhor encara os elogios e críticas nas redes sociais?
Não podemos nos envaidecer com elogios, nem nos abalar com críticas. Todos os posicionamentos demonstram um ponto de vista. A diferença quando isso acontece em redes sociais é que os elogios são geralmente comedidos e as críticas, às vezes, são ácidas. O importante é sempre o respeito e as pessoas terem a consciência de que na Administração trabalhamos pelo melhor da comunidade.