Motoristas pedem socorro – 13/11/09

MANOEL VIANA – “Até quando nós, moradores e produtores rurais, teremos que conviver com o descaso dos dirigentes do Daer de Alegrete, que não querem arrumar nem os piores trechos desta rodovia?”, desabafa o cidadão Ricardo Mundstock, de Manoel Viana.Barragem do Itu isolada – Ele explica que os ônibus da Ouro e Prata, a cada chuva, caem nas sarjetas; o dono do mercado da Barragem do Itu busca a mercadoria na cidade, porque os atacadistas refugam ir até lá por causa da estrada. Os caminhões de leite e de combustíveis só chegam ao local puxados e o Daer não tem máquina, não tem pessoal e muito menos telefone, pois não atendem aos chamados da prefeitura de Manoel Viana, que se propôs arrumar os trechos “brabos”, mas o Daer não autoriza.Lugar refugado – “Como o produtor vai plantar, se o frete do adubo é R$ 3,50 por saca ou R$ 70,00 a tonelada e na hora da colheita tem que pagar R$ 2,00 por saca para deixar o produto na cidade? É inviável com esta estrada, todo mundo refuga este lugar. A prefeitura de Manoel Viana está de parabéns, pois a cada vez que a patrola lhe é solicitada, manda socorrer os empenhados”.Estrada imunda – “De quem é a responsabilidade se um ônibus escolar se acidentar? O motorista não tem domínio no barro. Daer, nós pagamos impostos, somos guerreiros, andamos ao sol e sob chuva nesta estrada imunda, transportando o que vai à boca dos brasileiros, mas se não pagarmos os impostos, somos punidos. Se vocês não têm maquinário, peçam de volta o que emprestaram a outros ou autorizem a prefeitura a consertar a estrada.”Só na Justiça – “A ponte General Osório foi consertada, de um lado bem feito e do outro ‘largaram os porcos’. Essa birra com Manoel Viana e a Barragem do Itu vai terminar nem que seja na justiça. A você, condutor, se lhe acontecer algo nessa rodovia, por favor, tire uma foto e registre ocorrência. Aí teremos força para poder exigir que direitos e deveres sejam cumpridos.”Produtores são heróis – “Sou Ricardo Mundstock, agropecuarista e caminhoneiro com 22 anos de estrada. Já fiz mais de um milhão de km nesta rodovia e acho que os moradores e produtores são heróis, um lugar de gente e terra boa, com grande capacidade produtiva. Pena que os dirigentes de nosso Estado não dão a mínima, que é uma estrada decente para que possamos plantar, produzir riquezas. Ali se produz milho, soja, sorgo, capim italiano, aveia, arroz, gado, leite, azevém etc. Mas tem que ter estrada. Mas conforme o ditado popular, não há mal que sempre dure e nem bem que nunca acabe.”Observação: “Não é das últimas chuvas que esses trechos estão ruins, já faz mais de ano. E um passarinho me contou que um engenheiro do Daer falou o seguinte a seus subordinados: “Ninguém mandou fazerem manifestações, agora que apodreçam, não vou arrumar a estrada”.

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